“HONRA O TEU PAI E A TUA MÃE”

May 17th, 2012 No comments

Na minha infância eu tive uma casa mas não um lar, pessoas a viver debaixo do mesmo tecto mas não uma família. Infelizmente, e cada vez mais, muitos dirão o mesmo. E entretanto a família é uma criação de Deus, bem mais que uma instituição: não um projecto humano de conveniência, mas um desígnio divino e, como tal, uma comunhão de fé, esperança e amor. Os pais foram destinados a ser os primeiros educadores dos seus filhos.

Nestes tempos amargos de tão grande crise, nem sequer são os valores materiais que mais se afundam. Eles próprios são a consequência natural de crises bem mais radicais e profundas: as crises morais e espirituais da verdade, da credibilidade, do amor, da própria honra.

A história repete-se. Em vez de uma cultura da integridade, da pureza e do amor desinteressado, é-nos imposta uma civilização das coisas e não das pessoas; a tirania de uma civilização em que as pessoas se usam como se fossem objectos descartáveis, de mera satisfação pessoal e enquanto nos servem: a mulher um objecto de prazer para o homem e vice-versa, os filhos um obstáculo para os pais, a família uma instituição que cerceia as liberdades.

“Honra o teu pai e a tua mãe como o Senhor teu Deus te ordenou, para que se prolonguem os teus dias, e para que te vá bem na terra que o Senhor teu Deus te dá” (Deuteronómio 5:16). Este é o grande mandamento de Deus para a família, para a sua coesão interna, para a sua felicidade.

Honra foi palavra chave em todo o mundo ocidental até décadas atrás; é uma das grandes virtudes cristãs enquanto carácter, dignidade, integridade, alta estima. Vergonha e honra são palavras que tendem a desaparecer da linguagem corrente, porque a falta de pudor, a imoralidade, a corrupção e a desvergonha se instalam. Honra continua a ser para o verdadeiro cristão uma virtude singular. O mandamento do nosso Senhor aos filhos é: Honra, respeita, trata com a mais elevada estima o teu pai e a tua mãe; mandamento que de forma indirecta diz também aos pais: Pais, sejam igualmente dignos dessa honra, honrando os vossos filhos e filhas também.

A família é a primeira escola do ser humano, e a educação conferida no lar lança os fundamentos da personalidade humana. Os pais são os primeiros e os principais educadores dos seus filhos. E uma das áreas em que a família é insubstituível é a educação religiosa. A família que teme a Deus cresce como “igreja doméstica”, como um verdadeiro polo de evangelização e discipulado cristão.

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Bonhoeffer sobre Pecado, Perdão e Amor

February 2nd, 2012 No comments

“The most experienced psychologist or observer of human nature knows infinitely less of the human heart than the simplest Christian who lives beneath the Cross of Jesus. The greatest psychological insight, ability, and experience cannot grasp this one thing: what sin is. Worldly wisdom knows what distress and weakness and failure are, but it does not know the godlessness of man. And so it also does not know that man is destroyed only by his sin and can be healed only by forgiveness. Only the Christian knows this. In the presence of a psychiatrist I can only be a sick man; in the presence of a Christian brother I can dare to be a sinner. The psychiatrist must first search my heart and yet he never plumbs its ultimate depth. The Christian brother knows when I come to him: here is a sinner like myself, a godless man who wants to confess and yearns for God’s forgiveness. The psychiatrist views me as if there were no God. The brother views me as I am before the judging and merciful God in the Cross of Jesus Christ.”
? Dietrich Bonhoeffer, Life Together: The Classic Exploration of Faith in Community

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FELIZ NATAL, JESUS CRISTO É O SENHOR

December 24th, 2011 No comments

“Tenham os mesmos sentimentos que havia em Cristo Jesus: Ele, que por natureza era Deus, não quis agarrar-se a esse direito de ser igual a Deus. Pelo contrário, privou-se do que era seu e tomou a condição de escravo, tornando-se igual aos homens. E, vivendo como homem, humilhou-se a si mesmo, obedecendo até à morte, e morte na cruz. Por isso, Deus elevou Jesus a cima de tudo e deu-lhe o nome que está acima de todo o nome; para que ao nome de Jesus se dobrem todos os joelhos: no Céu, na Terra e debaixo da terra; e para que todos proclamem, para glória de Deus Pai: Jesus Cristo é o Senhor!” (Fil. 2:5-11).

 

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UM PRESENTE DE PERDÃO NESTE NATAL

December 20th, 2011 No comments

            As coisas em que pensamos no Natal incluem tradições como a árvore ou o presépio, refeições com a família e os amigos, troca de presentes, votos de boas festas, etc. Mas o que verdadeiramente justifica o Natal e lhe dá sentido é o Senhor Jesus e a razão da sua vinda.

            O perdão talvez não faça parte da lista das coisas em que mais pensamos nesta quadra tão especial, mas certamente o deveria fazer, ao lado do amor e da solidariedade cristã. O apóstolo Paulo lembra-nos o dever de nos perdoarmos uns aos outros como Deus o fez em Cristo, ao vir ao mundo e se dar por nós no Calvário. O perdão está presente em toda a vida do Senhor Jesus desde o seu nascimento até à sua cruz e ressurreição. E a isso nos exorta também a sua Palavra: “Sejam delicados e misericordiosos, e perdoem-se uns aos outros como Deus vos perdoou em Cristo” (Ef. 4:32).

            Haverá seguramente na tua vida alguém a quem precisas de perdoar agora mesmo. Sabes bem quem é e o que precisas de fazer para lhe perdoar. Essa pessoa talvez te tenha magoado muito. Por causa dela o teu coração está ferido, ressentido, amargurado e, porventura, ardendo em ira. É fácil perdoar coisas pequenas, mas quando o perdão exige investimento e sacrifício pessoal o desafio é ainda maior.

            Ao longo do meu ministério tenho assistido à destruição que resulta da recusa do perdão, e há pessoas que não conseguem perdoar males que algum dia lhes fizeram. Só a graça divina lhes pode amaciar o coração e conceder a força da libertação. Sim, porque a maior vítima dessa amargura de alma é mesmo quem não consegue perdoar. E quem com a ajuda de Deus o faz, liberta-se de um peso fatal, que lhe devolve a paz e a alegria de viver, e o ajuda a ser verdadeiramente feliz com Jesus.

            Neste Natal, comprometa-se a ofertar o presente que melhor reflecte o Dom de Deus ao enviar o seu Filho ao mundo: o dom do perdão, da bondade e da misericórdia, o dom da reconciliação. Que o nascimento de Cristo e o sacrifício que fez por nós nos dêem a força e a coragem de nos perdoarmos uns aos outros como Ele nos perdoou a nós.

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A nossa missão maior

November 15th, 2011 No comments

Jesus Cristo é, de facto, a encarnação da sabedoria de Deus, e a cruz de Cristo é o tema central da mensagem cristã. Viver em comunhão com Ele é o nosso acto supremo de adoração; dar testemunho do seu amor e salvação, encorajar o nosso irmão a viver em conformidade com os valores do evangelho, compreendê-lo, ajudá-lo e aconselhá-lo em situações críticas de saúde ou de pecado e em todas as frentes de combate espiritual, essa é a nossa missão maior.

            Não sabemos o que o futuro nos reserva. Nuvens negras pairam sobre o horizonte da nossa vida, como cidadãos e como cristãos. Ontem o comunismo caiu, hoje o capitalismo se abala. As previsões económicas mais optimistas para os próximos anos não são de exaltar. Mas, sabemos uma coisa: Deus é soberano e está no trono. É Ele quem tem a última palavra. Basta que sejamos seus filhos fiéis e honremos a sua vontade. Ele cuidará de nós.

            “Quem nos poderá separar do amor de Cristo? O sofrimento, as dificuldades, a perseguição, a fome, a pobreza, os perigos, a morte?… Em todas estas coisas nós saímos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou… Eu tenho a certeza de que não há nada que nos possa separar do amor de Deus: nem a morte nem a vida; nem os anjos nem outras forças espirituais; nem o presente nem o futuro; nem as forças do alto nem as do abismo. Não há nada nem ninguém que nos possa separar do amor que Deus nos deu a conhecer por nosso Senhor Jesus Cristo” (Romanos 8:35, 37-39).

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